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“Papo reto”: Mattheus Montenegro abre o jogo sobre Hulk, finanças e o futuro do Fluminense

Em uma conversa extensa no CT Carlos Castilho antes da viagem da delegação, o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, abordou todos os temas sensíveis do clube. Da logística de viagem à engenharia financeira para contratar Hulk, o mandatário não fugiu das perguntas e explicou como o Tricolor atingiu marcas históricas em 2026.

Logística e o momento na Libertadores

Questionado sobre a estratégia de não retornar ao Rio entre os jogos em Porto Alegre e Mendoza, o presidente foi enfático sobre a prioridade na performance:

“A logística é muito importante, pensada todos os dias. A gente optou, pensando no bem-estar dos jogadores, de fazer uma viagem direta, não voltar para o Rio de Janeiro. No Brasileiro, estamos em terceiro lugar, brigando no topo da tabela, com uma média de quem vai brigar pelo título até o fim. Já na Libertadores, o cenário é diferente, com um ponto só em três jogos, uma situação complicada, mas que a gente tem muita confiança de que vai reverter.”

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A novela Hulk perto do fim

Sobre o reforço que agita o mercado, Montenegro confirmou que a saída do atacante do Atlético-MG foi o gatilho que o Fluminense esperava:

“O Hulk rescindiu ontem com o Atlético Mineiro, um atleta que a gente está tentando desde o começo do ano. Agora as negociações avançaram bem, e a gente está por detalhes. Espera que a gente possa concretizar para fortalecer um grupo que já é bem forte.”

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O balanço do bilhão e o desafio da dívida

O ponto alto da entrevista foi a explicação sobre o recorde financeiro. Pela primeira vez, o Fluminense atingiu uma receita de dez dígitos, mas o presidente fez questão de dissecar os números para o torcedor:

“Nossa receita chegou na casa de 1 bi, um marco importante. Dentro desse valor tem uma parte específica de 300 milhões de premiação por conta do nosso desempenho na Copa do Mundo de Clubes. É uma receita que não é recorrente, mas é fruto de muito trabalho. Ficamos tristes com a eliminação na semifinal, mas foi uma boa campanha e é isso que nos deu esses 300 milhões.”

Sobre a dívida, que também atinge a casa do bilhão, Montenegro explicou a diferença entre “dívida ruim” e investimento em ativos:

“A gente tem uma dívida hoje por volta de 1 bi também. Quando assumimos lá em 2019 e 2020, era de R$ 864 milhões. Se a gente tira os investimentos que fizemos na aquisição de jogadores, ela fica por volta de 800 milhões. Essa dívida ruim a gente vem conseguindo reduzir a duras penas. A parte específica de jogador é um investimento que a gente faz e que consegue recuperar no futuro. O maior desafio é fazer o equilíbrio entre montar um time competitivo e conseguir reduzir parte da sua dívida.”