O que está travando a SAF bilionária do Fluminense após 1 ano
A possível transformação do Fluminense em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) continua sem uma…

A possível transformação do Fluminense em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) continua sem uma definição. Nesta terça-feira (8), completa-se um ano desde que o projeto envolvendo a Lazuli Partners foi apresentado publicamente ao Conselho Deliberativo.

Mesmo depois de 12 meses, o acordo ainda não está pronto para avançar. O Fluminense trabalha nos bastidores para melhorar os termos da proposta, principalmente em relação ao dinheiro que seria colocado no clube logo no início da operação.
A expectativa é de que uma versão reformulada da proposta possa ser apresentada ainda em 2026. Somente depois disso uma nova etapa de análise sobre a SAF deverá começar.
Aporte de R$ 500 milhões está no centro da discussão
Um dos principais pontos negociados pelo Fluminense é justamente o aporte inicial.

Na proposta original, a Lazuli previa R$ 500 milhões de aporte, além de um compromisso de aproximadamente R$ 6,4 bilhões em investimentos durante dez anos. No total, o projeto alcançaria R$ 6,9 bilhões.
Os recursos seriam destinados a diferentes áreas, incluindo futebol profissional, categorias de base, estrutura dos centros de treinamento Carlos Castilho e Xerém, folha salarial e royalties destinados ao próprio Fluminense.
O clube, entretanto, busca condições consideradas mais vantajosas antes de levar uma nova proposta adiante.
Além dos valores envolvidos, estão sendo discutidos aspectos relacionados à governança e ao acordo de acionistas. O objetivo é estabelecer mecanismos capazes de proteger o Fluminense em uma eventual mudança no controle da SAF.
Dívida do Fluminense chega a cerca de R$ 1,05 bilhão
A situação financeira ajuda a explicar por que o assunto continua sendo tratado como estratégico.

Segundo o presidente Mattheus Montenegro, a dívida do Fluminense, que estava na casa dos R$ 860 milhões em 2019, atualmente gira em torno de R$ 1,05 bilhão.
O clube utiliza o Regime Centralizado de Execuções (RCE) para organizar parte de suas obrigações financeiras.
No fim de agosto, o Fluminense também recebeu uma advertência de grau mínimo da ANSREF relacionada a atrasos no pagamento de parcelas de dívidas com clubes, empregados e autoridades públicas. Posteriormente, o Tricolor informou que as pendências apontadas haviam sido solucionadas.
Outro desafio envolve a venda de jogadores. O orçamento estabelecia aproximadamente R$ 200 milhões em negociações em 2026, mas o clube permanece distante dessa projeção.
A principal transferência foi a de Facundo Bernal, negociado por US$ 12 milhões. Como o Fluminense possuía 60% dos direitos econômicos, US$ 7,2 milhões ficaram destinados ao clube.
SAF do Fluminense ainda terá longo caminho pela frente
Apesar das dificuldades, o Fluminense conseguiu superar R$ 1 bilhão em receitas em 2025, impulsionado principalmente pela participação no Mundial de Clubes.
Parte desse dinheiro foi utilizada para bancar premiações, viagens, folha salarial, contratações e acordos judiciais.
Nesse contexto, a SAF continua sendo discutida como uma possível solução de longo prazo para fortalecer o caixa e enfrentar o elevado endividamento.
O processo, entretanto, demorou mais do que inicialmente esperado. A eleição presidencial interrompeu parte das conversas, enquanto a divulgação do balanço financeiro de 2025 também era considerada necessária para avançar nas negociações.
Um ano depois da apresentação inicial da Lazuli Partners, portanto, o Fluminense ainda trabalha para chegar a condições consideradas mais vantajosas antes de dar um passo definitivo sobre o futuro da SAF.
Marcão recupera atacantes e transformação no Fluminense impressiona
Quer ficar por dentro de tudo? Entre agora no nosso canal do WhatsApp do Fluminense.
Leia também
Ver todas

