Jornalista aponta bastidor que explicaria silêncio da CBF sobre bets
A proibição das casas de apostas no Brasil continua provocando forte repercussão nos bastidores…

A proibição das casas de apostas no Brasil continua provocando forte repercussão nos bastidores do futebol. O assunto interessa diretamente ao Fluminense, que possui a Superbet como patrocinadora máster e acompanha os possíveis impactos financeiros da nova realidade.
Neste domingo (28), uma informação publicada pelo jornalista Lauro Jardim, de O Globo, colocou também a postura da CBF no centro da discussão. Segundo o colunista, clubes das Séries A e B procuraram a entidade em busca de apoio diante das consequências da Medida Provisória.
Até o momento, entretanto, a CBF não apresentou publicamente uma reação de peso contra a medida.

Jornalista cita possível influência nos bastidores da CBF
De acordo com Lauro Jardim, uma possível explicação para a postura da CBF estaria relacionada à influência do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes nos bastidores da entidade.
Na análise publicada pelo jornalista, Gilmar Mendes não teria interesse em apoiar um movimento capaz de provocar desgaste político para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste momento.
É importante destacar que essa interpretação é atribuída ao colunista. Não se trata de uma justificativa apresentada oficialmente pela CBF ou por Gilmar Mendes.
A entidade também é afetada comercialmente pelo novo cenário, uma vez que empresas ligadas ao setor de apostas mantinham forte presença financeira no futebol brasileiro.

Fluminense acompanha situação de perto
No caso do Fluminense, a preocupação é ainda maior por causa da parceria com a Superbet.
O contrato renovado em 2026 previa R$ 53 milhões fixos por temporada, além de até R$ 33 milhões em bonificações. Dessa maneira, o acordo poderia atingir R$ 86 milhões por ano e até R$ 344 milhões durante todo o período inicialmente previsto.
A Medida Provisória publicada pelo Governo Federal em 25 de setembro proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no país.
As empresas receberam um cronograma de transição para encerramento das operações e retirada das ações publicitárias.

Clubes buscam alternativas após proibição
O Fluminense já havia defendido publicamente que qualquer mudança deveria levar em consideração contratos existentes e garantir um período de transição adequado.
A preocupação tricolor não envolve apenas o futebol profissional. O clube argumenta que receitas comerciais provenientes do setor ajudam no financiamento de diferentes áreas esportivas e no cumprimento de compromissos assumidos anteriormente.
Agora, com a proibição publicada, clubes brasileiros buscam alternativas para diminuir os impactos financeiros.
Representantes das quatro divisões nacionais também foram convidados para uma reunião no Ministério do Esporte, em Brasília, nesta terça-feira (29), na qual deverão ser discutidas demandas das equipes e possíveis medidas relacionadas ao novo cenário.
Para o Fluminense, a definição sobre o futuro de receitas que estavam previstas no planejamento financeiro ganhou ainda mais importância diante do tamanho do acordo mantido com a Superbet.
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