Fluminense vê plano de R$ 200 milhões ameaçado e busca alternativa
O Fluminense terminou a janela de transferências com uma arrecadação abaixo da expectativa em…

O Fluminense terminou a janela de transferências com uma arrecadação abaixo da expectativa em negociações de jogadores. A diretoria esperava receber mais propostas por atletas do elenco, mas as movimentações desejadas não aconteceram. Com isso, a premiação da Libertadores passou a ter importância ainda maior para as contas do clube.

Na segunda janela de transferências, o Tricolor teve apenas uma saída relevante: Facundo Bernal, negociado com o Real Betis, da Espanha. Em contrapartida, Hulk e Thiago Silva chegaram para fortalecer o elenco.
A situação aumenta a importância esportiva e financeira da campanha do Fluminense na Libertadores.
Fluminense esperava vender mais jogadores
O planejamento financeiro do Fluminense para 2026 prevê mais de R$ 200 milhões em receitas provenientes de negociações de atletas.
A expectativa era que a janela do meio do ano ajudasse o clube a avançar em direção à meta. Alguns jogadores chegaram a despertar interesse do mercado internacional, mas as situações não evoluíram para novas vendas.
Antes de sofrer uma grave lesão no joelho, John Kennedy despertou interesse da Lazio. Canobbio também esteve no radar do Krasnodar, enquanto Hércules foi consultado pelo Zenit.

Nenhuma dessas possibilidades terminou em transferência.
Com isso, Bernal acabou sendo a principal negociação realizada pelo Fluminense no período.
Libertadores ganha ainda mais importância
Diante da ausência de novas vendas, avançar na Libertadores virou uma possibilidade importante para aumentar as receitas do clube.
O Fluminense já garantiu aproximadamente R$ 24,2 milhões em premiações ao chegar às quartas de final da competição continental.

Os valores crescem consideravelmente nas fases decisivas. O campeão da Libertadores receberá US$ 25 milhões pela conquista, enquanto o vice ficará com US$ 7 milhões referentes à decisão.
A diretoria entende que uma campanha longa pode ajudar a compensar parte da receita que não entrou através da negociação de jogadores.
Tricolor pode repetir estratégia de 2023
A possibilidade de compensar vendas abaixo do previsto através de premiações não é novidade nas Laranjeiras.
Em março, o presidente Mattheus Montenegro já havia explicado que receitas esportivas poderiam servir como alternativa caso a meta de negociações de atletas não fosse atingida.
O dirigente citou justamente 2023 como exemplo. Naquela temporada, o Tricolor optou por preservar peças importantes do elenco, não realizou grandes vendas e acabou compensando financeiramente parte dessa decisão com a histórica conquista da Libertadores.
Em 2026, o cenário volta a colocar o torneio continental no centro das atenções.
Depois de vencer o Platense por 2 a 0 no Maracanã, o Tricolor abriu vantagem nas quartas de final. Além da possibilidade de seguir lutando pelo título da América, cada novo avanço pode representar uma receita cada vez mais importante para as contas tricolores.
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