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Problema do Fluminense acaba com Thiago Silva? Entenda

Thiago Silva está oficialmente liberado para reestrear pelo Fluminense e deve fazer seu primeiro…

Por Luis Gustavo · 3 min de leitura
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Thiago Silva está oficialmente liberado para reestrear pelo Fluminense e deve fazer seu primeiro jogo oficial no retorno ao clube diante do Grêmio, no próximo domingo (26), pelo Campeonato Brasileiro. Além da expectativa pela volta do ídolo, a presença do zagueiro reacende uma discussão importante: sua chegada é suficiente para corrigir os problemas defensivos do Tricolor nas bolas paradas?

Os números mostram que a resposta não é tão simples. Embora Luis Zubeldía veja o camisa 3 como uma peça fundamental para fortalecer o sistema defensivo, as estatísticas indicam um cenário mais equilibrado.

Fonte: Lance

Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC
Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC

Zubeldía aposta em Thiago Silva para fortalecer a defesa

Após o empate diante do Red Bull Bragantino, o treinador deixou claro que espera uma evolução defensiva com a presença do experiente zagueiro.

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Segundo Zubeldía, a contratação de Thiago Silva foi pensada justamente para elevar o nível do setor e oferecer mais segurança à equipe ao longo da temporada.

O defensor teve o nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF após a abertura da janela internacional e agora está apto para atuar oficialmente pelo Fluminense.

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Números mostram equilíbrio nas bolas paradas

Levantamento realizado pelo Lance!, com dados do Sofascore, comparou o desempenho do Fluminense em bolas paradas desde 2024 com e sem Thiago Silva em campo.

Com o zagueiro, o Tricolor sofreu 19 gols em 55 partidas, média de 0,34 gol por jogo.

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Sem o camisa 3, foram 28 gols em 78 partidas, média de 0,36 por jogo.

A diferença é pequena e, estatisticamente, não permite afirmar que apenas a presença de Thiago Silva resolveu o problema defensivo nas jogadas de bola parada.

Libertadores apresenta melhor desempenho

Quando o recorte é dividido por competição, surgem diferenças mais significativas.

Na Libertadores, o Fluminense não sofreu nenhum gol de bola parada nas quatro partidas disputadas com Thiago Silva. Sem ele, a equipe levou seis gols em 12 jogos, média de 0,50 por partida.

Já no Campeonato Brasileiro, os números permanecem praticamente iguais: média de 0,33 gol sofrido por jogo com Thiago Silva e 0,35 sem o defensor.

Copa do Brasil mostra cenário oposto

Na Copa do Brasil, o desempenho apresenta um panorama diferente.

Com Thiago Silva em campo, o Fluminense sofreu cinco gols de bola parada em seis partidas, média de 0,83 por jogo.

Sem o zagueiro, foram três gols em dez confrontos, média de 0,30 por partida.

Entretanto, o número reduzido de jogos em cada competição torna a comparação mais sensível, já que poucos gols podem alterar significativamente as médias.

Influência vai além das estatísticas

Os dados analisam apenas os gols sofridos em situações de bola parada, como escanteios e cobranças de falta, sem considerar outros aspectos importantes do sistema defensivo.

Características como posicionamento, liderança, organização da linha de defesa, comunicação entre os jogadores e capacidade de vencer disputas aéreas não aparecem diretamente nas estatísticas, mas fazem parte das qualidades que tornaram Thiago Silva uma das principais referências defensivas do futebol mundial.

Agora, com o retorno oficial do camisa 3, o Fluminense espera que sua experiência ajude a reduzir as fragilidades defensivas e fortaleça a equipe para a sequência do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil e da Libertadores.

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