Montenegro Fluminense
Foto: divulgação

Fluminense tem projeto de R$ 6,9 bilhões novamente em pauta

O Fluminense voltou a colocar a SAF no centro das discussões internas do clube. Durante a reunião do Conselho Deliberativo realizada na última sexta-feira, nas Laranjeiras, o presidente Mattheus Montenegro reiterou sua defesa da transformação do futebol tricolor em Sociedade Anônima do Futebol. A manifestação ocorreu após a aprovação das contas de 2025 e reforçou que o tema segue em debate nos bastidores do clube.

Segundo Mattheus Montenegro, o Fluminense tem condições de seguir competitivo no modelo atual, mas acredita que a SAF representa o caminho para ampliar o potencial de investimento, fortalecer a estrutura e enfrentar o elevado endividamento da instituição.

Por que o presidente do Fluminense voltou a defender a SAF?

Durante seu discurso aos conselheiros, Mattheus Montenegro destacou que a SAF seria um instrumento para colocar o Fluminense em outro patamar financeiro e esportivo. Embora tenha reconhecido que o clube não vive um cenário de colapso, o dirigente voltou a afirmar que a entrada de um investidor privado poderia acelerar o crescimento da instituição.

A proposta em discussão foi estruturada pela Lazuli Partners em conjunto com a LZ Sports, com apoio do BTG Pactual. O projeto prevê a venda de 65% da futura SAF do Fluminense, com uma estimativa de investimento de R$ 6,9 bilhões ao longo de dez anos.

Apesar de o tema gerar divergências entre conselheiros e torcedores, não houve manifestações durante a fala do presidente na reunião do Conselho Deliberativo.

O que prevê a proposta apresentada ao Fluminense?

Embora o valor global de R$ 6,9 bilhões chame atenção, a maior parte dos recursos depende do cumprimento de metas esportivas e comerciais previstas para os próximos anos. O aporte imediato seria bem menor.

Pela proposta, aproximadamente R$ 500 milhões seriam investidos nos dois primeiros anos, sendo R$ 250 milhões disponibilizados logo após a assinatura do contrato. O projeto também prevê a assunção e reestruturação da dívida do clube, atualmente superior a R$ 1 bilhão.

Por outro lado, a eventual aprovação do modelo exigiria que o Fluminense transferisse o controle da SAF ao investidor, além de manter um planejamento financeiro capaz de tornar a associação civil sustentável no longo prazo.

O tema ainda não possui definição oficial e deverá continuar sendo debatido internamente antes de qualquer decisão definitiva sobre a implementação da SAF no Fluminense. Enquanto isso, a diretoria mantém o assunto como uma das principais pautas estratégicas para o futuro do clube.