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Fluminense prevê impacto superior a R$ 100 milhões com proibição das bets

O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, criticou a Medida Provisória que proíbe as bets…

Por Breno Siqueira · 3 min de leitura
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Montenegro Fluminense
Foto: divulgação
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O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, criticou a Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil e revelou que o impacto financeiro para o clube pode ultrapassar R$ 100 milhões. Em entrevista à CNN Brasil, o dirigente demonstrou preocupação não apenas com as contas tricolores, mas também com os efeitos da mudança sobre todo o futebol brasileiro.

Segundo Montenegro, o principal problema está na rapidez da medida e na perda simultânea de uma importante fonte de patrocínio para diversos clubes.

“O que preocupa o Fluminense e todo o futebol brasileiro é o impacto de uma medida tomada de um dia para o outro. Aqui, o impacto ultrapassa R$ 100 milhões. É uma grande preocupação para o clube.”

A declaração coloca em números o tamanho do problema que a diretoria do Fluminense afirma enfrentar com a mudança.

Fluminense teme desvalorização dos patrocínios

Montenegro também chamou atenção para um possível efeito indireto da saída das casas de apostas.

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Se vários clubes perderem seus patrocinadores ao mesmo tempo, haverá uma quantidade maior de propriedades comerciais disponíveis no mercado. Na avaliação do presidente, isso pode reduzir o poder de negociação das equipes.

“Essa medida faz com que a maioria dos clubes brasileiros perca o patrocínio ao mesmo tempo. Isso desvaloriza o ativo, porque as empresas interessadas terão quase todos os clubes disponíveis, reduzindo o valor de mercado das camisas.”

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A análise representa a avaliação do dirigente. O impacto efetivo sobre os contratos dependerá da aplicação da medida, das condições de cada acordo e da reação do mercado publicitário.

Presidente questiona segurança jurídica da medida

Outro ponto levantado por Montenegro envolve a segurança jurídica. O presidente argumentou que uma mudança dessa dimensão deveria contar com um período de transição.

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Ele também citou a arrecadação proporcionada pelo setor ao poder público e alertou para a possibilidade de crescimento das apostas clandestinas.

“Tem a questão da segurança jurídica, já que a medida foi tomada do dia para a noite, sem transição, e pode violar leis e a Constituição.”

A alegação de possível violação constitucional é uma posição do presidente do Fluminense, e não uma conclusão judicial.

R$ 100 milhões entram no centro da preocupação

Para o Fluminense, o número apresentado por Montenegro é o ponto de maior impacto imediato: mais de R$ 100 milhões, segundo a estimativa divulgada pelo próprio presidente.

O cenário pode obrigar a diretoria a reavaliar projeções de receitas comerciais e buscar alternativas para substituir recursos relacionados ao mercado de apostas.

Ao mesmo tempo, a discussão promete mobilizar outros clubes, já que empresas do setor ocupam espaços importantes de patrocínio no futebol nacional.

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