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Fluminense entra na mira de investigação que apura até R$ 1 milhão por mês

Uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apura possíveis irregularidades envolvendo…

Por Breno Siqueira · 3 min de leitura
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fluminense
Marcelo Gonçalves / FFC
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Uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apura possíveis irregularidades envolvendo a emissão e o controle de ingressos no Maracanã. Laudos e planilhas de partidas de Flamengo e Fluminense indicaram oferta ou venda de entradas acima da capacidade estabelecida para determinados setores do estádio.

Além da questão relacionada à lotação, as autoridades investigam se parte das entradas extras teria deixado de aparecer corretamente nos borderôs das partidas. A hipótese levantada no inquérito abre margem para a suspeita de um possível desvio de aproximadamente R$ 1 milhão por mês, conforme cálculo citado pelas autoridades.

Até o momento, porém, trata-se de uma investigação. Não há conclusão definitiva de que tenha ocorrido desvio de recursos.

Investigação analisa jogos de Fluminense e Flamengo

De acordo com as informações divulgadas por O Globo, pelo menos 16 partidas foram analisadas — 12 do Flamengo e cinco do Fluminense, considerando que um Fla-Flu aparece nos dois grupos.

No caso do Fluminense, teria sido identificada oferta de ingressos acima da carga permitida. Entretanto, nenhuma das cinco partidas analisadas registrou público efetivamente superior à capacidade autorizada, seja nos setores individualmente ou no estádio como um todo.

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O setor oeste inferior permaneceu fechado nessas partidas. A investigação aponta que as regras não permitiriam utilizar o fechamento de uma área para compensar uma eventual superlotação em outra.

O cenário encontrado nos jogos do Flamengo foi diferente. Segundo a apuração, os 12 confrontos analisados apresentaram venda acima do permitido e, em metade deles, o público presente teria ultrapassado a atual capacidade total considerada para o Maracanã, de 73.609 pessoas.

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MP apura possível problema nos borderôs

Outro ponto investigado envolve o registro das entradas nos borderôs.

No setor norte, foram identificadas partidas com aproximadamente 23,4 mil pessoas, número cerca de 2,1 mil superior às 21,3 mil previstas em laudo da Polícia Militar.

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Também é investigada uma prática que disponibilizava cerca de 2 mil entradas extras para sócios-torcedores mediante compensação com a retirada de carga de outros setores. Essa movimentação, segundo a apuração, não apareceria nos borderôs.

As autoridades querem esclarecer se essa diferença poderia ter provocado movimentações financeiras sem o devido registro.

O inquérito ainda aponta que as catracas não impediriam automaticamente novos acessos quando determinado limite de capacidade fosse atingido.

Fluminense nega venda acima da capacidade

Procurado sobre a investigação, o Fluminense negou irregularidades e afirmou que “não comercializa ingressos acima da carga em nenhum setor do Maracanã”.

Internamente, segundo a apuração publicada, o clube admite a possibilidade de ter ocorrido algum erro na emissão de entradas em determinado momento, mas argumenta que encontra maior dificuldade para esgotar completamente os setores do estádio.

A investigação também analisa a utilização da área das cadeiras cativas no oeste superior e possíveis inconsistências documentais relacionadas ao setor.

Além do aspecto financeiro, existe uma preocupação de segurança. Caso as planilhas utilizadas pelas autoridades apresentem uma capacidade inferior ao público efetivamente presente, o planejamento das operações poderia ser realizado com um efetivo policial abaixo do necessário.

O inquérito segue em andamento. Portanto, as suspeitas de desvio e eventuais responsabilidades ainda dependem da conclusão das investigações e não podem ser tratadas como fatos comprovados.

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