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Fluminense teme perder contrato de até R$ 344 milhões e liga alerta

O Fluminense acompanha com preocupação as discussões sobre possíveis novas restrições ao mercado de…

Por Breno Siqueira · 3 min de leitura
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Fluminense
Divulgação/FFC
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O Fluminense acompanha com preocupação as discussões sobre possíveis novas restrições ao mercado de apostas no Brasil. O motivo passa diretamente pelo peso da Superbet nas receitas do clube: o atual contrato de patrocínio máster pode render até R$ 86 milhões por temporada.

O tema ganhou força depois de clubes brasileiros divulgarem um manifesto em defesa do mercado regulado. O movimento ocorreu diante da possibilidade de o Governo Federal editar uma Medida Provisória restringindo atividades das operadoras, especialmente os jogos de cassino on-line. Segundo o ge, a medida estudada não atingiria diretamente as apostas esportivas, embora dirigentes temam reflexos econômicos sobre as empresas patrocinadoras.

No Fluminense, portanto, o debate chama atenção principalmente pela dimensão financeira do acordo com a Superbet.

Superbet pode pagar até R$ 86 milhões por ano ao Fluminense

O Fluminense renovou com a Superbet em março deste ano, ampliando significativamente os valores do patrocínio. O novo contrato é válido até o final de 2029 e prevê R$ 53 milhões fixos por temporada, além de até R$ 33 milhões em bonificações.

Caso todas as metas sejam alcançadas durante os quatro anos, o acordo pode chegar a R$ 344 milhões.

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Por isso, uma eventual redução ou interrupção desse fluxo representaria um impacto relevante no planejamento financeiro tricolor. A afirmação de que as finanças do clube necessariamente entrariam em “colapso”, porém, depende de projeções internas que não estão demonstradas publicamente apenas pelos valores do contrato.

Clubes se mobilizam diante das discussões sobre as bets

Fluminense, Flamengo, Vasco, Botafogo, Palmeiras, Santos, São Paulo e Cruzeiro estiveram entre os clubes que divulgaram um manifesto defendendo a manutenção do mercado regulado. No documento, as instituições argumentaram que o investimento das empresas autorizadas se tornou uma importante fonte de receita para o futebol.

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Há também posições diferentes dentro do futebol brasileiro. O Cuiabá, por exemplo, manifestou-se publicamente contra patrocínios de empresas de apostas.

Paralelamente, o Governo Federal vem adotando medidas de fiscalização do setor. Em setembro, a Secretaria de Prêmios e Apostas publicou uma portaria reforçando mecanismos de combate às operações ilegais, incluindo medidas para interromper transações financeiras relacionadas a operadores irregulares.

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Discussão acontece em meio ao debate sobre a SAF

A preocupação financeira também aparece enquanto o Fluminense continua discutindo uma possível transformação em SAF. O clube negocia há cerca de um ano com a Lazuli Partners e busca melhorar as condições da proposta, especialmente em relação ao aporte inicial.

Neste momento, porém, não há uma SAF aprovada nem uma operação concluída.

Enquanto as discussões avançam, o contrato da Superbet permanece como uma das principais receitas comerciais do Fluminense. Qualquer alteração relevante no mercado das apostas, portanto, continuará sendo acompanhada de perto pela diretoria tricolor.

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