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Fluminense acompanha movimento de clubes contra MP das bets no STF

O Fluminense acompanha uma nova movimentação nos bastidores do futebol brasileiro envolvendo a Medida…

Por Breno Siqueira · 3 min de leitura
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Montenegro Fluminense
Foto: divulgação
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O Fluminense acompanha uma nova movimentação nos bastidores do futebol brasileiro envolvendo a Medida Provisória que proibiu as casas de apostas no país. Clubes discutem uma atuação conjunta no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar os efeitos da medida.

Segundo informações divulgadas pelo jornalista Diogo Dantas, de O Globo, dirigentes buscam união para fortalecer a frente jurídica contra a MP.

A discussão interessa diretamente ao Fluminense. O clube possui a Superbet como patrocinadora máster e tem receitas importantes previstas no contrato firmado com a empresa.

Clubes se movimentam no STF

A estratégia discutida pelos clubes passa por acompanhar uma movimentação que já chegou ao Supremo.

O Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut) solicitou participação nas ações que discutem a MP e pediu a suspensão dos efeitos da medida até uma decisão do Congresso ou do próprio STF.

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Como alternativa, a entidade defende um período de transição de pelo menos seis meses.

Um dos argumentos apresentados pelo sindicato é justamente o momento da temporada. Os clubes estão na reta final das competições de 2026 e já trabalham na elaboração dos orçamentos para 2027.

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O caso está sob análise do ministro Luiz Fux.

Fluminense tem contrato milionário com a Superbet

No caso do Fluminense, qualquer mudança envolvendo o setor possui impacto direto no planejamento financeiro.

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O Tricolor renovou em 2026 seu contrato com a Superbet. O acordo previa R$ 53 milhões fixos por temporada, além da possibilidade de outros R$ 33 milhões em bonificações.

No cenário máximo, portanto, a parceria poderia alcançar R$ 86 milhões por ano.

Por isso, o Fluminense já havia defendido anteriormente que eventuais mudanças nas regras deveriam preservar segurança jurídica e oferecer um período adequado de transição para contratos existentes.

O clube chegou a citar compromissos assumidos com base nas receitas previstas e até estoques de produtos já produzidos com a marca da patrocinadora.

Movimento ainda pode ter novos capítulos

Apesar da articulação entre dirigentes, é importante diferenciar as movimentações coletivas de uma iniciativa individual do Fluminense.

Até o momento, não há confirmação de que o Tricolor tenha apresentado uma ação própria ao STF. O que existe é uma mobilização mais ampla de entidades e integrantes do futebol contra os efeitos imediatos da MP.

O Sinafut, por exemplo, solicita que contratos relacionados ao futebol possam continuar produzindo efeitos durante um período de transição.

Paralelamente, clubes e governo também discutem os impactos financeiros provocados pela mudança. Uma reunião prevista para esta terça-feira (29), em Brasília, acabou sendo adiada após dificuldades para garantir a participação dos dirigentes.

Para o Fluminense, os próximos passos serão especialmente importantes diante do peso financeiro da Superbet no planejamento do clube. Uma eventual decisão do STF sobre a validade ou os efeitos da MP poderá determinar como contratos desse tipo serão tratados daqui para frente.

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