Fluminense é chamado para reunião após fim das bets e teme impacto milionário
O Fluminense está entre os clubes do futebol brasileiro convidados para uma reunião em…

O Fluminense está entre os clubes do futebol brasileiro convidados para uma reunião em Brasília após a decisão do Governo Federal de proibir as casas de apostas de quota fixa no país. O encontro está previsto para esta terça-feira (29), às 15h, no gabinete do Ministério do Esporte.
Segundo informações divulgadas pelo jornalista Diogo Dantas, de O Globo, a CBF convidou representantes das Séries A, B, C e D após solicitação do Ministério do Esporte.
Para o Fluminense, a discussão tem impacto financeiro direto. A Superbet é patrocinadora máster do clube, com um contrato que poderia alcançar R$ 86 milhões por temporada, considerando valores fixos e bonificações.
Fluminense pode perder receita milionária
O acordo entre Fluminense e Superbet foi renovado em março de 2026 e tem duração prevista até o fim de 2029.
Pelo contrato, o Tricolor receberia R$ 53 milhões fixos por ano, além da possibilidade de arrecadar outros R$ 33 milhões em bônus. No cenário máximo, portanto, seriam R$ 86 milhões por temporada.
Considerando os quatro anos do vínculo, o acordo poderia alcançar R$ 344 milhões caso todas as metas fossem cumpridas.
A Medida Provisória publicada pelo Governo Federal em 25 de setembro, entretanto, proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no território nacional.
A norma estabelece um período de transição e determina a extinção das autorizações das empresas do setor após 30 dias.
Reunião discutirá situação dos clubes
De acordo com a publicação, o encontro desta terça-feira terá como tema o “fortalecimento dos clubes e do futebol brasileiro”.
A intenção é ouvir as demandas das equipes e discutir alternativas diante das consequências financeiras provocadas pelo encerramento das atividades das casas de apostas.
Eventuais medidas de apoio poderão ser avaliadas posteriormente.
A situação preocupa especialmente os clubes que possuem contratos relevantes de patrocínio com empresas do setor. No caso do Fluminense, a Superbet representa uma das maiores receitas comerciais da história tricolor.
Fluminense já havia alertado para consequências
Antes da publicação da Medida Provisória, o Fluminense já havia manifestado preocupação com uma eventual proibição.
O clube defendia que qualquer mudança deveria considerar contratos já firmados e contar com um período de transição. Entre os argumentos apresentados, o Tricolor citou compromissos financeiros assumidos contando com as receitas de patrocínio.
Agora, com a MP em vigor, a preocupação deixa de ser apenas hipotética.
A reunião em Brasília surge como um primeiro movimento para ouvir os clubes e discutir os efeitos da nova realidade sobre o futebol nacional.
Segundo a informação publicada, a própria CBF ainda avalia se enviará um representante, enquanto os clubes também analisam a participação no encontro.
Para o Fluminense, o assunto será acompanhado com atenção devido ao tamanho do contrato com a Superbet e ao peso que essa receita possui no planejamento financeiro para os próximos anos.
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