Bomba nas Laranjeiras: auditoria contesta contas do Fluminense
O Fluminense terá nesta sexta-feira (31) a votação da prestação de contas referente ao…

O Fluminense terá nesta sexta-feira (31) a votação da prestação de contas referente ao exercício de 2025 no Conselho Deliberativo. Às vésperas da reunião, um relatório da auditoria independente trouxe ressalvas relevantes sobre o balanço financeiro apresentado pela diretoria e levantou questionamentos sobre o resultado divulgado pelo clube.
Segundo o relatório da BDO, empresa responsável pela auditoria das demonstrações financeiras, alguns critérios contábeis adotados pelo Tricolor impactam diretamente o resultado apresentado nas contas do último exercício.

O que a auditoria apontou nas contas do Fluminense?
De acordo com o parecer, o principal ponto envolve a recompra de 10% dos direitos de transmissão da Liga Forte União. A auditoria afirma que o valor de R$ 110,4 milhões foi registrado como ativo intangível, com amortização prevista ao longo de 50 anos.
Segundo a empresa, caso esse montante tivesse sido reconhecido integralmente no exercício de 2025, conforme seu entendimento das normas contábeis, o superávit de R$ 51,5 milhões divulgado pelo Fluminense seria revertido para um déficit aproximado de R$ 58,8 milhões.
O relatório também cita a ausência de provisão de cerca de R$ 34,2 milhões referentes a processos judiciais classificados pelos advogados do clube como de perda provável. Além disso, a auditoria destacou limitações na obtenção de confirmações bancárias para validar determinados saldos financeiros.

Quais são os impactos para o clube?
Ainda segundo a auditoria, o Fluminense encerrou o exercício com capital de giro negativo de aproximadamente R$ 309,1 milhões. O relatório também aponta passivos de curto prazo de R$ 483,8 milhões, diante de R$ 181,1 milhões em recursos disponíveis, além de compromissos relacionados a transferências de atletas que vencem nos próximos 12 meses.
Apesar das ressalvas, o balanço também registra que o clube ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão em receitas brutas durante o exercício de 2025, impulsionado principalmente por premiações esportivas e negociações de jogadores.
Agora, caberá ao Conselho Deliberativo analisar a prestação de contas e decidir pela aprovação ou não do balanço financeiro apresentado pela diretoria.
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