Fluminense
Foto: Lucas Merçon/Fluminense

“No ar-condicionado é fácil”: Samuel Xavier se irrita e solta o verbo contra o VAR após derrota do Fluminense

A derrota do Fluminense por 1 a 0 para o Mirassol, na noite deste sábado (23/5) no interior paulista, foi marcada por muita reclamação e revolta com o apito. O ponto central da indignação tricolor aconteceu nos acréscimos do primeiro tempo, quando o árbitro Sávio Pereira Sampaio assinalou pênalti em Samuel Xavier, mas voltou atrás após ser chamado pelo VAR. No intervalo da partida, o lateral-direito e capitão do Time de Guerreiros não escondeu a frustração e disparou duras críticas à condução da tecnologia na cabine.

O desabafo do capitão e a crítica ao “conforto” do VAR

Samuel Xavier explicou o lance sob a sua ótica e contestou o argumento da arbitragem de que o puxão do defensor Reinaldo não teria tido impacto na jogada. O camisa 2 do Fluminense sugeriu que quem está comandando as imagens de fora do campo acaba interferindo na interpretação soberana do juiz de gramado.

“Tenho que falar disso. Chance clara, foi pênalti. O Reinaldo me puxa e tira a mão, e o árbitro fala que não teve impacto. Tinha total condição de finalizar. É complicado porque ele dá o pênalti, e o VAR, tranquilo lá no ar-condicionado, fala que não teve impacto, aí ele muda a ideia do árbitro. Ele viu e falou que puxou, não tem mais que interferir. Eles continuam complicando. Não vou falar mais porque posso me complicar, mas sei por que o VAR chamou ele”, desabafou o jogador ao canal Premiere.

Clima pesado antes de decisão do Fluminense na Libertadores

Os protestos do elenco do Fluminense continuaram de forma veemente após o apito final, resultando inclusive em um cartão amarelo para o defensor Freytes por reclamação. O gol do Mirassol, marcado por Denilson, garantiu o triunfo dos donos da casa e ligou o sinal de alerta nas Laranjeiras.

Apesar de se manter na terceira colocação do Brasileirão, o Tricolor vê os líderes Palmeiras e Flamengo se distanciarem na tabela de classificação. Agora, o grupo comandado por Luis Zubeldía precisa esquecer a polêmica do apito rapidamente, já que vira a chave para focar as atenções no confronto de vida ou morte contra o Bolívar, no Maracanã, que definirá o futuro do clube na competição continental.

Youtube video